quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Orquídeas



Como estamos na primavera, essa postagem se direciona exclusivamente para orquídeas, plantinha de diferentes tipos, tamanhos e de uma beleza encantadora. Podem ser cultivadas em vasos, placas de xaxim ou fibra de côco e ainda em madeira ou mesmo em árvores, terra ou pedra, dependendo da espécie. Podem florir, em sua maioria, uma vez ao ano, quando tratadas de maneira correta.



Mudas podem ser nutridas com uma colher de chá de farinha de osso a cada mês nas beiradas do vaso, acelerando assim seu crescimento. Os híbridos são de maneira geral extremamente resistentes, e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, crescendo mais rápido que as espécies "naturais". Incontáveis cruzamentos de gêneros ou espécies geraram inúmeros híbridos.


Em sua maioria, orquídeas não toleram água em demasia mas geralmente gostam da presença de substrato rico e úmido. Por este motivo, os vasos jamais devem ficar sobre pratinhos que retém água, sob pena de encharcar as raízes e matar a planta.

É fundamental o arejamento das raízes, daí o uso de pedaços de xaxim ou fibra de coco como substrato, e não o pó deste. Dois anos é o tempo médio de vida útil do substrato, o qual deve ser substituído após esse período. O pó de xaxim é normalmente usado apenas quinzenalmente sobre o substrato (salpicar uma colher de sopa). Há ainda outros substratos como a fibra de coco prensada (coxim), o esfagno, etc. Para uma boa drenagem 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico. Por este motivo também é comum o uso de vasos de barro com furos nas laterais e vasos de plástico transparentes, que facilitam o contato da luz com o rizoma e acentuam o arejamento deste. A drenagem pode ser feita mantendo o vaso ou placa de xaxim pendurado por arames e pendendo numa inclinação de 45 graus. De maneira geral, plantas penduradas estão mais protegidas de doenças e pragas.





















Uma planta florida pode permanecer dentro de casa, perto de uma janela com boa fonte de luz, sempre evitando o sol direto. Durante esse período, deve-se molhar o substrato, dependendo da umidade ambiente, mas com rega bem moderada e jamais molhando as flores.

Após o fim da floração, pode-se fazer a retirada manual das flores secas e podar a haste com tesoura esterilizada em fogo.

Algumas das fotos acima são das orquidias da minha residencia, outras da internet ou de jardins alheios. 

Espero ter embelezado mais o dia.

domingo, 3 de outubro de 2010

Friedensreich Hundertwasser, o arquiteto

As posições ambientalistas de Hundertwasser levaram-no a formular o Manifesto da Terra, onde se insurgiu contra a monotonia da arquitectura funcionalista e as suas "paredes com buracos". Proclamou os "direitos das janelas individuais" e os "benefícios das vacas a pastar em telhados plantados"... Afirmou que a arquitectura projectada actualmente não pode ser considerada arte pois é feita por pessoas desenraizadas que só sabem trabalhar com réguas. "A arquitectura termina quando o proprietário recebe a sua casa nova quando era aí que devia começar", disse.

Decidiu então pôr as suas ideias arquitectónicas em prática e desde essa altura realizou uma obra construída numerosa na Áustria e em várias partes do mundo: museus, escolas, igrejas, etc. Hoje em dia é difícil recordar o escândalo provocado pelos seus primeiros projectos. Os seus edifícios denotam uma forte influência da Arte Nova e, em especial, de Antoni Gaudi e são não apenas polémicos como também surpreendentes, como Gaudi também o foi...











quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Jardim Permacultural Casa Cor 2007


Um trabalho muito bom feito pelo grupo Criações Alternativas para Sustentabilidade Ambiental - Coletivo C.A.S.A, no qual pude colaborar, criou estes dois jardins. Ambos reutilizam materiais de construção e resíduos sólidos, produzem alimentos orgânicos e servem de área de convívio para o casarão. 

Tudo racionalizando recursos naturais e a baixo custo. Na horta em forma de mandala e na espiral de ervas foram plantadas diversas espécies com o intuito de reduzir perdas por pragas. Os bancos, ponte e piso são feitos de materiais reutilizados, assim como as obras de arte. O totem é de coqueiro morto. Bancos com placas de ferro velho em formato de cachorro foram concebidos pelo recifense Jorge X. O laguinho capta a água para irrigação da horta e acolhe plantas aquáticas. 

Algumas fotos para mostrar um pouco desse trabalho:

Espiral de Ervas

Orta em forma de mandala.

Para a execução do banco foram utilizados tijolos de demolição, traço de cimento e areia com a menor proporção de cimento possível e como estrutura foi usado tela de galinheiro. O mosaico foi executado utilizando cerâmicas e azuleijos que foram recolhidos da demolição de um banheiro da própria casa e de outras demolições.






Esse trabalho é a prova que podemos conciliar beleza e funcionalidade, e o que é melhor, Reutilizando materias.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Escritório


Boa noite a todos!

Abaixo segue as imagens de um projeto de um escritório, sala de tv, que também teria a função de quarto de hóspede quando necessário, de minha autoria.




Depois escrevo mais... bateu soninho!
buena noches!

Móveis da Favorita:
Av. 17 de Agosto, 1740 - Casa Forte
Tel: 3268 1505 / 9721 6622

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Antoni Gaudi i Cornet

Boa noite Pessoas, aqui escrevo um breve texto que descreve a historia de um dos meu arquitetos favoritos, um arquiteto espanhol de finais do séc.19 e princípios do séc. 20. Nasceu em Reus, Catalunha, Espanha, Antoni Gaudi i Cornet.


Arquitecto cujo estilo distinto se caracteriza pela liberdade de forma, cor e texturas voluptuosas e na unidade orgânica, sendo notável pela sua escala de formas, texturas, e policromia, e pela maneira livre e expressiva como estes elementos da sua arte se conjugam. A geometria complexa de um edifício coincide com a sua estrutura arquitectónica em que o todo, incluindo a sua fachada, dá à aparência de ser um objecto natural conformando-se completamente com as leis da natureza, a conhecida arquitetura orgânica. Trabalhou quase sempre em Barcelona ou nos seus arredores. Grande parte da sua carreira foi ocupada com a construção do Templo Expiatório da Sagrada Família, que ainda não estava concluído quando morreu. 







À excepção de alguns edifícios em que é clara representação simbólica da natureza ou da religião, os edifícios de Gaudí transformaram-se em representações da sua estrutura e dos materiais que os constituem. Na sua Vila Bell Esguard, de 1900-02, e no Parque de Güell, de 1900 a 1914, em Barcelona, e na igreja da Colonia Güell (1898 - c. 1915), a sul daquela cidade, chegou a um tipo de estrutura que veio ser chamada equilibrada - isto é, uma estrutura projectada para se apoiar sobre si própria sem apoios internos ou suportes externos - ou, como Gaudí afirmava, exactamente como uma árvore se ergue. 














Gaudí aplicou seu sistema equilibrado a dois edifícios de apartamentos de vários andares edificados em Barcelona: a Casa Batlló, de 1904-06, uma renovação que incorporou novos elementos equilibrados, sobretudo a fachada; e a Casa Milá (1905-10). Como era frequente nele, projectou os dois edifícios, tanto nas suas formas com nas superfícies, como metáforas do carácter montanhoso e marítimo da Catalunha. 









Diante de tantas obras belissimas... tenha vontade de escrever muito mais... mas acredito ter escrito o suficiente...
beijos a todos!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Festival de Jardins do MAM




Um dos mais importantes eventos de paisagismo do mundo, o Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire, ganha pela primeira vez versão fora da França, produzida pelo MAM, no Brasil, a partir do dia 22 de setembro, às 10h, coincidindo com o dia inicial da primavera no hemisfério Sul.
O Festival de Jardins do MAM, no Ibirapuera traz projetos de paisagistas franceses, como Louis Benech e Florence Mercier, e artistas visuais brasileiros, como Ernesto Neto e Beatriz Milhazes, que exploram o tema da alimentação do corpo e do espírito.
O evento tem curadoria de Felipe Chaimovich e cocuradoria de Chantal Colleu-Dumond e conta com a colaboração da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo e do Domaine de Chaumont-sur-Loire. O tema da curadoria será a alimentação, que foi interpretado pelos participantes em dois sentidos: alimentação do corpo ou do espírito.
No dia seguinte à abertura, 23 de setembro (quinta-feira), das 18h às 20h, será realizada uma mesa-redondadebatendo temas relativos ao Festival com seus curadores, sob mediação de Magnólia Costa.
O Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire é uma referência internacional em paisagismo, sendo organizado pelo Domaine de Chaumont-sur-Loire desde 1992 nas dependências desse museu francês.



Jardim projetado por Beatriz Milhazes

Criação do paisagista franceses Christine e Michel Péna


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Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera (arredores do MAM-SP)
De 22 de setembro de 2010 a 31 de dezembro de 2010
Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)
Diariamente, das 5h às 22h (horário de visitação do Parque Ibirapuera)
Entrada franca
Agendamento gratuito de visitas em grupo pelo tel. 5085-1313 e email educativo@mam.org.br

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